5 de julho de 2010
22 de junho de 2010
Hussel
Chorei compulsivamente...
...mas de nada adiantou..hoje acordei e continuei a não me sentir aliviada, nem melhor do que ontem.
Estou assustada, apavorada confesso, à muito muito tempo que não me sentia tão à beira de um abismo..e mais assustada fico quando aqueles que me rodeiam não fazem sequer ideia do desespero que tenho dentro de mim.
Aprendi bem ao longo dos tempos a disfarçar as minhas emoções, tornei-me fria..impenetrável e só tu te apercebes disso, só tu percebes a minha fraqueza e por isso mesmo te afasto para não seres arrastado por ela.
Deixa-me no meu canto, deixa-me chorar que daqui por uns tempos eu recompor-me-ei não te preocupes sempre me habituei a não contar com ninguem, a não ter apoio, a estar rodeada por egoismo , esta foi a minha defesa para deixar de esperar algo de quem quer que seja.
Vou continuar a sorrir, como sempre te lembras de mim, mas esse sorriso nem sempre será 100% verdadeiro porque se eu sorrio é muitas vezes para esconder o meu real estado de espírito,estado esse que quero a muito custo esconder.
Segue a tua vida..sê feliz como tenho a certeza que serás..eu vou tentar ser minimamente feliz já que cada vez acho mesmo que a felicidade cm muitos a descrevem é um estado de espírito muito utópico.
É só uma má fase..já te consegui convencer disso:)
14 de junho de 2010
"10 Junho"
No meio de uma indecisão há sempre quem sai magoado...
Há sempre quem não compreenda...
Quem não admita...
Quem chore...
Quem sinta raiva...
Quem se desiluda...
Pior que não gostar é a noção que se tem de que não se sabe se se gosta...
Ninguem muda do dia para a noite, mas espera-se que as indecisões de hoje sejam as certezas do amanhã...
Amanha esse que está a demorar tanto tempo para chegar...
até lá o tempo vai passando e vamos sofrendo as consequencias das nossas "incertas" atitudes..
27 de maio de 2010
«Capricciosa»
Sempre admiti...
Não tenho o dom da palavra.
Não tenho mínimo jeito para me expressar verbalmente, alias, admito as palavras assustam-me..fujo delas....elas tendem em querer fugir-me da boca em situações onde tenho, preciso e devo mesmo estar calada e apenas devo continuar a apreciar o momento...
Há certas palavras que têm um peso enorme..e o pior é que no momento em que as dizemos...temos mesmo a certeza (alguns) de que é o que queremos dizer naquele momento, mas depois tudo é efémero...no dia seguinte estamos com outras pessoas, temos outras conversas, apreendemos outra realidade e deparamo-nos que se calhar nos excedemos no que dissemos anteriormente...
Quero com isto dizer que hoje em dia sinto uma dificuldade tão grande em ter certezas de tudo aquilo que digo, faço ou partilho....nada é uma verdade absoluta e tenho uma péssima (?) mania de pôr constantemente tudo em causa.
Às vezes gostaria de ser como aquelas pessoas que têm a certeza da profissão a seguir, da pessoa com quem querem namorar/casar, de quantos filhos querem ter, de onde querem morar..
Como posso ter certas ideias tão vincadas e outras tão inconstantes?
É uma luta diária admito, tenho tentado mudar, mas é difícil...
««Post it»»
Há alturas em que
nem a tua serenidade me tranquiliza,
nem um abraço apertado e sentido me conforta,
nem o beijo mais intenso nos envolve e faz abstrair,
nem o mais expressivo olhar nos diz que tudo vai ficar bem...
nem o teu sorriso me anima...
nem o teu calor me aquece...
nem as tuas piadas me fazem parar de chorar...
Há mesmo dias de merda..
27 de abril de 2010
:)
Lenny Kravitz
"I Love The Rain"
The clouds are forming
She comes again
I'll go and walk with her
Along the Seine
Soon she'll be storming
Here comes the wind
But that don't bother me
'Cause she's my friend
I love the rain
I love the rain
I've held our memories
All of these years
So many good times
And many tears
I share my dreams with her
I share my fears
So I just walk with her
Until she veers
Off in the distance
I love the rain
I love the rain
I love, I love
I love the rain
Oh
Just as she always does
She has to leave
With her she takes my heart
Into her breeze
Sometimes I think that she
Just likes to tease
Still I'll be waiting
For her reprise
I love the rain
I love the rain
I love the rain
I love the rain
I love, I love, I love
I love the rain
Oh yeah
I love, I love, I love
I love the rain
Oh yeah
The clouds are forming
She comes again
I'll go and walk with her
Along the Seine
Soon she'll be storming
Here comes the wind
But that don't bother me
'Cause she's my friend
I love the rain
I love the rain
I've held our memories
All of these years
So many good times
And many tears
I share my dreams with her
I share my fears
So I just walk with her
Until she veers
Off in the distance
I love the rain
I love the rain
I love, I love
I love the rain
Oh
Just as she always does
She has to leave
With her she takes my heart
Into her breeze
Sometimes I think that she
Just likes to tease
Still I'll be waiting
For her reprise
I love the rain
I love the rain
I love the rain
I love the rain
I love, I love, I love
I love the rain
Oh yeah
I love, I love, I love
I love the rain
Oh yeah
22 de abril de 2010
7 de abril de 2010
««Depois do sangue misturado,
depois dos dentes, dos lamentos,
estamos deitados, lado a lado,
e desfolhamos sofrimentos.
Temos trint'anos,
mais trezentos de sofredora exaltação.
É este o cabo dos tormentos?
Ai, não e não!
Ainda não.
Saboreamos o passado
por entre os beijos mais violentos
e mais subtis que temos dado.
E o monumento dos momentos oscila,
desde os fundamentos,
a tão febril consagração.
Mas estacamos, sonolentos.
Agora, não.
Ainda não ...
Tudo se torna esbranquiçado:
eram azuis,
são já cinzentos os horizontes do pecado ...
Há nos teus ombros turbulentos cintilações,
pressentimentos ...
Os nossos corpos descerão para que abismos lamacentos?
Ah! não, e não!
Ainda não!
Eis-vos, de novo,
movimentos que apunhalais a inquietação!
E assim unidos gritaremos que
não e não!
que ainda não! »»
David Mourão Ferreira
depois dos dentes, dos lamentos,
estamos deitados, lado a lado,
e desfolhamos sofrimentos.
Temos trint'anos,
mais trezentos de sofredora exaltação.
É este o cabo dos tormentos?
Ai, não e não!
Ainda não.
Saboreamos o passado
por entre os beijos mais violentos
e mais subtis que temos dado.
E o monumento dos momentos oscila,
desde os fundamentos,
a tão febril consagração.
Mas estacamos, sonolentos.
Agora, não.
Ainda não ...
Tudo se torna esbranquiçado:
eram azuis,
são já cinzentos os horizontes do pecado ...
Há nos teus ombros turbulentos cintilações,
pressentimentos ...
Os nossos corpos descerão para que abismos lamacentos?
Ah! não, e não!
Ainda não!
Eis-vos, de novo,
movimentos que apunhalais a inquietação!
E assim unidos gritaremos que
não e não!
que ainda não! »»
David Mourão Ferreira
««Tentei fugir da mancha mais escura que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos
a loucura de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti
há corredores e em quartos interiores
o cheiro a fruta que veste de frescura a escuridão ...
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti
a noite escuta
o que sem voz me sai do coração. »»
David Mourão Ferreira
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos
a loucura de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti
há corredores e em quartos interiores
o cheiro a fruta que veste de frescura a escuridão ...
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti
a noite escuta
o que sem voz me sai do coração. »»
David Mourão Ferreira
Boina
Dizes que sou cobarde..
Que desisti...
Que fui pelo caminho mais fácil...
Que estou a tomar a decisão errada...
Que estou a enganar-me...
Que merecemos dar uma chance...
Quero acreditar que tomei a decisão certa...adormeço e acordo a pensar nela, talvez para me mentalizar de que de facto (mais uma vez) tomei a decisão certa. Vou deixar de pensar, tenho medo de um dia acordar e aperceber-me que mais uma vez virei as costas ao sentimento que tanto me recuso a sentir e a perceber que existe.
Não consigo ser feliz sabendo que magoei quem não merece..desculpa-me, mas considero que para ti é mais fácil seguir em frente, talvez te considere forte o suficiente para esqueceres mais rápido.
Sei que tudo aquilo que agora escrevo não faz qualquer sentido, eu e as palavras de facto não combinamos nada bem, mas espero que me perdoes..espero mesmo que daqui por uns tempos a tua raiva passe.
Um beijo de quem gosta de ti, mas....
....não é o suficiente
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