21 de agosto de 2015

O meu estado de espírito dos ultimos dias...a vontade enorme de mudar de vida.
Por onde começar?
Que novos hábitos largar e que novos hábitos adotar?
Como pensar de forma diferente?
A mudança será para melhor?
O objetivo de todas as mudanças normalmente é o de modificar para melhor a nossa vida, a nossa perceção dela e encontrarmos o caminho para nos sentirmos felizes. No entanto o que é a felicidade? É um estado de alma? É algo palpável? Quando se atinge esse estado pleno depois consegue-se ficar nele?
 
Sempre fui uma pessoa insatisfeita por natureza, quis sempre mais e mais e mais. Se por um lado isso é bom , pois permite-nos evoluir e crescer, por outro lado também causa frustração pois seria tudo mais simples se me sentisse feliz com simples coisas: sair com amigos, namorar, férias, ter um trabalho, ter filhos, casar, envelhecer. Não é isso tudo que o ser humano deseja? Lá sou eu do contra e digo que embora tenha momentos na minha vida em que me sinto feliz e realizada há outros que me sinto a pessoa mais infeliz do mundo, mais desinteressante e mais frustrada.
 
Vou tentando fazer o meu percurso sem arrastar para ele vitimas das minhas indecisões e/ou frustrações, ninguem quer estar com pessoas que se estão sempre a queixar de tudo e eu não quero ser essa pessoa que detesto ver noutras. É difícil não seguir os padrões da sociedade, mas pior é não seguir os padrões do grupo de amigos, pares, colegas de trabalho.
 
Temos de ter um estofo muito grande para responder de forma positiva e natural a questões como "Quando é que vais viver com o teu namorado?" ou "Quando é que tens um filho, já está na altura", "Quando é que compras um carro?", "Foste viajar e não mudas de casa?", "devias", "deves", "faz", "está na altura", "já estás na idade".
 
Qualquer uma destas questões não me tira o sono, mas a verdade é que elas não matam , mas moem e quando uma pessoa se sente mais "desconectada2 tudo serve para que nos mutilemos ainda mais.
 
Ja me estou a desviar do tema, mas o que queria dizer era que hoje revejo-me na musica de António Variações, se não me sinto satisfeita melhor mesmo mudar de vida começando por pequenas coisas. Uma dessas coisas que tenho feito começou pela minha alimentação que tenho cuidado mais de mim, também tenho afastado algumas pessoas tóxicas da minha vida  (esta sim me custa ainda hoje, pois sou muito pegada às pessoas mesmo não parecendo) e por fim tenho tentado fazer o que gosto , mesmo que o tenha de fazer sozinha o que acontece na maioria das vezes.
 
««Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar


Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim


Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar


Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver


Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar


Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar»»


19 de agosto de 2015

Todos os anos realiza-se no  Parque de Jogos do INATEL – Estádio 1.º de Maio a edição da feira alternativa.
 
Neste evento realizam-se vários tipos de atividades relacionadas com o corpo, a mente, tem exposições, Aulas, Workshops, Palestras, Espaços Vivenciais, Oficinas Infantis e Espetáculos. É um local onde me sinto sempre em casa e rodeada de pessoas que se identificam com as mesmas coisas que eu e que partilham dos mesmos gostos. Sinto que estou no rebanho certo quando frequento este tip ode eventos, tenho pena que não sejam mais frequentes e que, muitas vezes, também não sejam tão acessíveis monetáriamente como este.
 
A programação definitva ainda não se encontra completa, mas poderão consultar o facebook aqui  que tem sempre novas informações.
O bilhete diário é 5eur e o bilhete para 3 dias é 9.90eur e digo mesmo que vale cada centimo.
 
 
 
(Imagem retirada do site oficial da terra alternativa)
 
Não é a primeira vez nem a ultima vez que me dizem que sou demasiado frontal e direta em algumas ocasiões.

Nunca recebi queixas nesse sentido da parte dos meus amigos, mas a verdade é que ao longo dos tempos pessoas têm-se afastado e quando faço uma reflexão sobre o assunto apercebo-me que talvez tenha sido porque disse isto ou porque disse aquilo.

A questão que coloco é: Estarei eu a ser cruelmente sincera com os meus amigos quando dou os meus conselhos ou exponho os meus pontos de vista? Se sim, gostaria que eles tivessem igualmente a sinceridade para me dizerem, pois a opção de simplesmente deixarem de estar comigo ou se o fizerem com outras pessoas em nada contribui para o crescimento pessoal.

Recordo-me da unica vez que me disseram que eu por vezes não fazia o filtro, foi um namorado meu descaíu-se e deitou a "bomba" cá para fora.

Concordo que , por vezes, deveria moderar mais a forma como dou as minhas opiniões. A verdade é que na maioria das vezes as pessoas não querem ouvir a opinião querem apenas desabafar, mas quem me conhece sabe que os meus ouvidos não são caixotes do lixo, se falam comigo e não querem ouvir feedback então talvez seja melhor desabafarem com outra pessoa ou quiçá com uma parede.
Sei que sou brusca e radical , mas é a minha forma de pensar, quem gosta de mim terá de aceitar essa minha particularidade e se ficaram magoados que sejam sinceros, pois naturalmente eu pedirei desculpa não pelo conselho que dei, mas sim pela forma como o dei, como devem compreender não me dá qualquer tipo de satisfação magoar as pessoas, não é de todo o meu objetivo.



De há uns tempos para cá notei que a minha relação com o comer carne mudou. Associei ao estilo de vida ao estar mais focada em questões espirituais e também a uma questão de hábito.
 
Não deixei verdadeiramente de consumir, pois existem questões logísticas em certos momentos que me "impossibilitaram" de o fazer, no entanto cada vez mais vejo essa opção em cima da mesa.
 
Ontem, por ocasião de ter lido uma entrevista de uma blogger que sigo, tive acesso a um documentário chamado Eartlings  em português significa terráqueos (habitantes da terra) o documentário é de 2005. É narrado pelo ator e ativista dos direitos dos animais Joaquin Phoenix, saquei o dito documentário e comecei a vê-lo ontem. Devo dizer que achei tudo horrível, chorei compulsivamente o tempo todo, mesmo tentanto acreditar que atualmente e em Portugal talvez não tratem assim os animais ficou muito mais difícil para mim pensar sequer em ingerir carne.
 
Na minha cabeça existe uma ambivalência de sentimentos, pois até agora mesmo ingerindo raramente carne, não tinha problemas em fazê-lo quando me dava vontade. Aliás vindo eu de uma aldeia no campo sempre me "habituei" a ver a minha mãe a fazer criação de galinhas e coelhos para depois serem consumidos. Talvez como via que ela os tratava bem, acabava por bloquear a outra parte. Este fim de semana notei que já não me sentia tão avontade com isso e simplesmente afastei-me , pois não me sentia confortável.
 
Posto isto vou fazer o meu percurso, tão cedo não irei ingerir carne vou tentar não colocar demasiada pressão em mim nem sentimento de culpa se durante a transição (se é que ela irá existir) tiver alguma recaída não irei torturar-me por isso.
 
Podem ver a entrevista  com a Filipa Range , autora do blog A Cozinha Verde  que sigo diariamente.

22 de março de 2015

A solidão
Eis que quando menos esperamos, ela nos entra pela porta sem ser OBVIAMENTE convidada.
Fica o tempo, mais que necessário, para nos causar mal-estar, sensação de impotência e um constante desânimo que se transforma em desepero.

Não sei lidar com este sentimento e muito menos sei aceitá-lo como parte da minha vida. Sinto-me bem sózinha, mas sinto-me tão mal quando me sinto só.

http://lifestyle.publico.pt/noticias/346183_quando-foi-a-ultima-vez-que-teve-um-pensamento-positivo-sobre-o-seu-corpo

https://www.youtube.com/watch?v=3tM2Z0-zFcw

29 de setembro de 2014

A música ....

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies
And bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender

https://www.youtube.com/watch?v=WizgXUu8ZyI&feature=youtu.be

12 de setembro de 2014

Em fase de TPM...tudo serve para nos irritar ou sensibilizar. Incrivel...ora choramos que nem umas madalenas ao ver um filme romântico ou pomos as garras de fora à mínima contrariedade.

Cada vez me apercebo mais que nesta fase da TPM há uma lteração mesmo a nivel cerebral, pareço que deixo de ser um animal racional e entro numa espiral de parvoeira constante e a dizer coisas sem nexo e a stressar com coisas que não lembram a ninguem.

Não é fácil...gosto muito de ser mulher, mas cada vez me apercebo que se nascesse homem seria tudo ou quase tudo tão mais fácil. Adoro a forma como eles simplificam tudo...e quando conheço um mais sensivel até me atrofia, pois estou habituada e gosto do sentido pratico deles e bem resolvido.

"Quero apresentar-te o..."

A veia casamenteira das pessoas...
Elas não fazem por mal, mas quando uma das partes não está emocionalmente preparada não vale a pena.

Conhecer pessoas novas é optimo, mas pode ter um efeito preverso, especialmente quando conhecemos rapazes. Não quero começar com falsos moralismos, até porque tenho amigos homens, mas a primeira intenção e a 2ª é sempre ou quase sempre de algo mais. Depois cria-se aquela situação constrangedora tipo "não..eu não olho para ti dessa forma"...há um afastamento e a sensação da parte do outro de abandono e alguma frustração por não poder corresponder.

A questão que se coloca é "quando??", quando nos sentiremos preparadas para estar com outra pessoa sem fantasmas do passado? Os clichés dizem que o tempo cura tudo e a seu tempo saberemos e nos sentiremos preparados, mas bem que poderia ser mais rápido não? É que cansa sofrer, digo eu.

19 de agosto de 2014

Re-offender

Com o passar do tempo espera-se:
- O fim das recordações
- O fim do "vazio"
- O fim da mágoa
- O fim da tristeza
- O fim da sensação de se estar perdido
- O fim da solidão
- O fim do amor
- O fim da saudade
- O fim das lágrimas
- O fim do estado depressivo
- O fim do desalento
- O fim da desmotivação
- O fim da esperança

...provavelmente ainda não passou o tempo suficiente...

Travis- "Re-Offender"
""Keeping up appearances
Keeping up with the Jones'
Fooling my selfish heart
Going through the motions

But I'm fooling myself
I'm fooling myself
Cause you say you love me
And then you do it again, you do it again
You say your sorry's
And then you do it again, you do it again

Everybody thinks you're well
Everybody thinks I'm ill
Watching me fall apart
Falling under your spell

But you're fooling yourself
You're fooling yourself
Cause you say you love me
And then you do it again, you do it again
You say your sorry's
And then you do it again, you do it again
And again and again and again and again

But you're fooling yourself
You're fooling yourself
Cause you say you love me
And then you do it again, you do it again
You say your sorry's
And then you do it again, you do it again
You say you love me
And then you do it again, you do it again
You say your sorry's
And then you do it again, you do it again
And again and again and again and again""



30 de julho de 2014

"Tens a certeza?.....tenho"

Quando uma relação acaba existem vários pensamentos que teimam em nos assombrar:
- Poderia ter melhorado;
- Poderia ter tido mais paciencia;
- Poderia ter-me esforçado mais;
- Poderia ter controlado este mau feitio;
- Se há amor tudo sobrevive;
- Não amavas o suficiente;
- Poderia ter sido mais carinhosa;
- Poderia ter agido assim naquela ou noutra situação;
- Não deveria ter-me vestido assim;
- Não deveria ter desistido logo;
(...)

No fundo é a nossa mente a magoar-nos a puxar-nos cada vez mais para baixo, por sentimento de culpa talvez, insegurança, ou simplesmente porque o papel da mente é esse mesmo... DESTABILIZAR. No entanto quando uma relação termina, a culpa é de ambos, mas quem é mais inseguro acaba por sofrer mais. Quem é mais emotivo chora mais e quem gostava mais sofre igualmente mais.

Existem várias fases e elas passam pela nossa mente tipo flash. A fase da tristeza, a raixa, o odio, a vitimização e depois a fase da remissão, esta ultima então, pode demorar semanas, meses ou até mesmo anos.

Tal como quando há uma morte e temos de fazer o luto, quando termina uma relação esse "luto" é igualmente importante. Não saltar etapas...viver cada uma plenamente (tão dificil que é), mas assim não for eu creio que jamais poderemos recuperar e prosseguir com as nossas vidas.

Se neste momento há ódio? Claro que há...o odio é o oposto do amor..quando odiamos é porque em tempo amámos aquela pessoa e como não podemos estar com ela a forma do coração construir um mecanismo de defesa é inverter (aparentemente) o sentimento e transformá-lo no oposto. Se isso nos ajuda a sentir melhor? Claro que não...